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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Aquecimento para as finais de conferência!


A temporada 2015/16 da NBA entrou definitivamente na sua reta final, os 4 times restantes começarão a disputar as respectivas finais de conferência. Tudo começa hoje com um super jogo entre Oklahoma City Thunder e Golden State Warriors. Vou postar o calendário das séries e também um preview dos confrontos.
Confira o cronograma das finais de conferência:

16/05 (também conhecido como HOJE!): 
Oklahoma City Thunder x Golden State Warriors (22h no SPORTV)
17/05:
Toronto Raptors x Cleveland Cavaliers (21h30 na ESPN)
18/05:
Oklahoma City Thunder x Golden State Warriors (22h no SPORTV)
19/05:
Toronto Raptors x Cleveland Cavaliers (21h30 na ESPN)
21/05:
Cleveland Cavaliers x Toronto Raptors (21h30 na ESPN)
22/05:
Golden State Warriors x Oklahoma City Thunder (21h no SPORTV)
23/05:
Cleveland Cavaliers x Toronto Raptors (21h30 na ESPN)
24/05:
Golden State Warriors x Oklahoma City Thunder (22h no SPORTV)
25/05:
Toronto Raptors x Cleveland Cavaliers -Se for necessário- (21h30 na ESPN)
26/05:
Oklahoma City Thunder x Golden State Warriors -Se for necessário- (22h no SPORTV)
27/05:
Cleveland Cavaliers x Toronto Raptors  -Se for necessário- (21h30 na ESPN)
28/05:
Golden State Warriors x Oklahoma City Thunder  -Se for necessário- (22h no SPORTV)
29/05:
Toronto Raptors x Cleveland Cavaliers  -Se for necessário- (21h30 na ESPN)
30/05:
Oklahoma City Thunder x Golden State Warriors  -Se for necessário- (22h no SPORTV)

Agora um preview das séries, começando com Raptors x Cavaliers. 

Não tem nem muito o que falar sobre os Cavs, já que o time está sendo soberano na conferência leste, além de ter liderado durante toda a temporada regular, o time varreu todos os seus adversários dos playoffs (Pistons e Hawks), garantindo também um bom descanso, chegando inteiro para enfrentar os Raps. 
O Raptors é como uma montanha russa, cheia de altos e baixos, muito por conta da instabilidade dos seus astros, Lowry e DeRozan, que ainda buscam uma regularidade e protagonismo nos jogos. O time de Toronto também não conta com um dos seus importantes jogadores, Jonas Valanciunas, que vinha sendo um dos melhores dos times durante vários jogos do time nos playoffs e provavelmente ficará de fora dos dois primeiros jogos.
Cavs e Raptors se enfrentaram três vezes na temporada regular, com duas vitórias dos dinos (em Toronto) e uma do Cavaliers (em Cleveland), vale ressaltar que o time de LeBron James tem o mando de quadra e o favoritismo.

Thunder x Warriors. 

Outro time que também não há muito o que ser dito, é o Golden State, o time dos recordes, o time que fez a melhor campanha da história da NBA nesta temporada, o time do MVP, Stephen Curry, é favorito no confronto. 
O Thunder faz uma campanha de superação, o que foi mostrado contra o poderoso San Antonio Spurs, uma capacidade de se reinventar na série, com bons ajustes feitos pelo técnico novato na NBA, Billy Donovan e as estrelas de Kevin Durant e Russell Westbrook.
Os dois times protagonizaram o que talvez seja o melhor jogo da temporada regular, que foi decidido na prorrogação com um chute de muito longe de Curry. Foram três confrontos na fase regular, com três vitórias do atual campeão, porém com muita dificuldade, não se engane com o Thunder, que deve dar muito trabalho e tem chances de surpreender.

domingo, 17 de abril de 2016

O primeiro dia dos playoffs 2016

Vou fazer um resumo de cada dia e série dos playoffs, com resultados, notícias e os meus palpites dos jogos!
Indiana Pacers 100x90 Toronto Raptors: O Raptors perdeu o primeiro jogo em casa e decepcionou seus fãs mais uma vez na primeira rodada dos playoffs, o time foi eliminado na primeira rodada nos dois anos anteriores e a derrota de ontem pode balançar com o psicológico dos jogadores, principalmente das estrelas Kyle Lowry e DeMar Derozan que tiveram uma atuação péssima ontem. Se a dupla do Raptors somou 25 pontos, pelo lado do Pacers, Paul George marcou 33 pontos (27 só no segundo tempo) e deu 6 assistências, garantindo a vitória do Indiana:
O jogo 2 vai rolar na segunda-feira às 20h, sem transmissão da TV brasileira.

Houston Rockets 78x104 Golden State Warriors: Os atuais campeões estrearam passeando em quadra contra o Rockets, o destaque foi Stephen Curry com 24 pontos e 7 rebotes em apenas 20 minutos, pois ele sentiu o tornozelo e ficou de fora do restante da partida e é dúvida para o jogo 2. James Harden foi muito bem marcado e só conseguiu anotar 17 pontos em 32 minutos:
O jogo 2 será na segunda-feira às 23h no SPORTV2

Boston Celtics x Atlanta Hawks: O jogo foi bem sonolento até o último quarto, o Hawks liderou o placar de forma segura, mas o Boston reagiu nos dois últimos quartos e por pouco não conseguiu empatar o jogo, já era tarde demais. Os destaques foram Jeff Teague (23 pontos e 12 assistências) e Al Horford (24 pontos e 12 rebotes). No lado dos celtas, Isaiah Thomas anotou 27 pontos, mas o destaque (negativo) foi a lesão de Avery Bradley, que teve uma ruptura muscular na coxa e será muito difícil para ele voltar ainda nessa temporada:
O jogo 2 será na terça-feira, sem transmissão da TV brasileira até agora.

Dallas Mavericks x Oklahoma City Thunder: Bom, não tenho muito a dizer sobre o jogo, vou resumir brevemente: Um massacre do Thunder! Os destaques foram Russell Westbrook (23-5-11), Kevin Durant (23-5-5) e Serge Ibaka voltando aos bons tempos (17-9). Pelo lado do Mavs, Dirk Nowitzki foi o único que foi jogar e marcou 18 pontos:
O jogo 2 ocorrerá na segunda-feira ás 21h com transmissão do SPORTV2.

Hoje os playoffs começam para o restante dos times, vou botar em negrito os meus palpites dos vencedores:
Detroit Pistons x Cleveland Cavaliers (16h sem transmissão da TV brasileira)
Charlotte Hornets x Miami Heat (18:30 sem transmissão da TV brasileira)
Memphis Grizzlies x San Antonio Spurs (21h com transmissão do SPORTV2)
Portland Trail Blazers x Los Angeles Clippers (23:30 com transmissão do SPORTV2)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A história do Portland Trail Blazers


O Portland Trail Blazers é um dos times da conferência oeste da NBA. A franquia já tem 46 anos de existência, com tradição, grandes jogadores, título e que eu, particularmente, acho um time bastante adorável.
A história do time começou em 1970, quando em uma expansão proposta pela NBA, três times foram fundados: o Buffalo Braves (atual L.A. Clippers), Cleveland Cavaliers e o Portland Trail Blazers por Larry Weinberg. A primeira temporada não foi muito boa, mas foi a melhor entre os times estreantes daquele ano, o time terminou com 29 vitórias e 53 derrotas. O destaque individual era o jovem armador, Geoff Petrie, que dividiu o prêmio de melhor novato do ano (ROY) com David Cowens, do Boston Celtics.
Geoff Petrie
O Blazers piorou na temporada seguinte (18-64), apesar de ter outro novato surgindo, em 1972, o ala Sidney Wicks, se tornou o segundo jogador do time a vencer o ROY. Wicks ainda foi escolhido como titular no all star game de 1973, a campanha do time melhorou em apenas 3 vitórias. Em 1974, após outra temporada ter acabado, o Blazers conseguiu 27 vitórias e 55 derrotas, mas o presente daquele ano foi bem melhor no Draft, com a primeira escolha, o Portland selecionou o pivô e futura lenda, Bill Walton!
Bill Walton
Walton era aquele tipo de jogador que engana quem o vê, vou explicar melhor, ele tinha a aparência de ser desengonçado, um jeitão meio rústico, mas era simplesmente um monstro em quadra, desde a faculdade, onde ganhou duas vezes o título da liga jogando por UCLA. Ele era o pé de apoio do Portland, o pé que faria você ter a base para dar um passo importante, vencer algo a mais, um título.
Entretanto, mesmo com a melhora do elenco e com um técnico que faria parte do hall da fama do basquete, Lenny Wilkens, o time não despontava. Em 1975 a campanha foi de 38 vitórias e 44 derrotas e em 1976 foi de 37 vitórias e 45 derrotas, ficando fora dos playoffs outra vez. O time não vingava. Wilkens voltou para Seattle, encerrando mais uma fase em Portland.
Depois de ter tido uma temporada ruim, não ter conseguido chegar aos playoffs desde sua fundação, com um técnico novo, o que esperar dos Blazers?  Em sã consciência, qualquer um diria que era uma temporada de adaptação, de apresentar algo diferente, melhorar a campanha anterior e lutar por uma vaga nos playoffs, se possível. Mas espera aí, o que vocês acham de vencer um título? Parece maluquice, não é? Pense melhor depois do que eu explicar o que aconteceu.
Maurice Lucas
A temporada 1976-77 começou com uma mudança fundamental: A NBA e  ABA (maiores ligas de basquete dos Estados Unidos) se fundiram, o que tornava aquela temporada ainda mais acirrada. O Portland começou trazendo o técnico Jack Ramsay e o ala-pivô, Maurice Lucas, proveniente do Draft de jogadores da ABA, mas para isso tiveram que se desfazer do armador Geoff Petrie. Não foi um problema, já que Lucas e Walton formaram uma excelente dupla, liderando o time, ambos foram selecionados para os playoffs.
A torcida do Portland fez parte da Blazermania, uma febre na NBA,  os torcedores lotavam todos os jogos, faziam festa no aeroporto para receber o time, que correspondia em quadra. Durante a temporada, o time chegou a ter sua vaga um pouco ameaçada, porém terminaram de forma sólida, em terceiro lugar no oeste (49-33), atrás apenas do Nuggets, Lakers e Sixers na classificação geral. Nos playoffs, o time passou pelo Chicago Bulls na primeira rodada, pelo Denver Nuggets e chegou na final da conferência oeste, o clima era de festa na cidade.
Foto incrível da fervorosa torcida dos Blazers
Os Blazers causaram um verdadeiro alvoroço, mas eram eles capazes de derrotar o poderoso Los Angeles Lakers da superestrela, Kareem Abdul-Jabbar? Na fase regular, o Lakers havia vencido três dos quatro jogos contra o Trail Blazers. O incrível aconteceu, o time de Oregon varreu o Lakers sem tomar conhecimento e chegou na final da NBA em sua primeira participação nos playoffs!
Depois de ser tão questionado, o Portland chegou na final bastante respeitado, mesmo enfrentando o excelente time do Philadelphia 76ers de Julius Erving. Os questionamentos quanto ao Blazers voltou após o Sixers vencer os dois primeiros jogos da série final, era improvável uma virada. Entretanto a campanha do Blazers era contra fatos improváveis, e aconteceu. A dupla Walton e Lucas brilhou, junto com todos os outros jogadores do time, fechando a série com um 109x107 no jogo 6, no Memorial Coliseum (antiga arena dos Blazers),  Bill Walton foi o MVP das finais.
Time e torcida de Portland comemorando o título no Memorial Coliseum
Após um dos títulos mais inesperados da NBA, quase todo o elenco dos Blazers teve suas camisas aposentadas em homenagem àquela temporada fantástica. Na temporada seguinte, o time era avassalador, começou com 50 vitórias e apenas 10 derrotas, mas tudo foi por água abaixo com a lesão no pé de Bill Walton, que mesmo perdendo o resto da temporada, foi eleito o MVP da liga.  O Portland caiu nas semifinais do oeste para o Supersonics.
Walton pediu para ser trocado no final da temporada, pois estava insatisfeito com o tratamento médico de Portland, o que acabou não acontecendo e ele perdeu toda a temporada 1978-79 e saiu do time na janela de verão para o San Diego Clippers. A saída de Lucas em 1980 marcou o fim daquela era em Portland. O time seguiu regular, se classificando, mas caindo cedo nos playoffs. O time tinha bons jogadores, como Jim Paxson, Fat Lever e Mychal Thompson. Ainda faltava um jogador fora de série, que não demorou a chegar, já que em 1983, a lenda Clyde Drexler foi draftado pelo Trail Blazers.
Clyde Drexler
A primeira temporada de Drexler foi discreta, o que iria mudar bastante nos anos seguintes. Falando em ano seguinte, em 1984, o Portland herdou a segunda escolha geral do Draft, o que certamente iria potencializar muito aquele time. Eles selecionaram Sam Bowie, ao invés do garoto Michael Jordan, que acabou indo para o Bulls, que tinha a terceira escolha.
O time ficou bem mais forte com a chegada do ala Kiki Vandeweghe, que fez uma boa parceria com Clyde Drexler e Terry Porter (draftado em 1985). O processo de renovação ainda teve a saída do técnico Jack Ramsay substituído por Mike Schuler, que ajustou o time e foi eleito o melhor técnico do ano (COY) em 1987, contudo o time não conseguia passar da primeira rodada dos playoffs, mesmo com as boas campanhas na temporada regular e um ataque letal com incríveis 177,9 pontos por jogo. 
Schuler durou até 1989, quando o Blazers fez uma campanha negativa e o assistente Rick Adelman assumiu o time. Apesar da campanha ruim, o Portland encantava os fãs do basquete, com um estilo de jogo contagiante. O ex-assistente técnico conseguiu transformar o time em uma potência da liga em 1990, melhorando a defesa, que também melhorou após a contratação do ala-pivô Buck Williams.
Depois de conseguir 59 vitórias e 23 derrotas na temporada, e graças ao seu poderio ofensivo, principalmente dentro de casa, Portland ganhou o apelido de 'Rip City'. O time finalmente voltou a uma final da NBA, mas acabou sendo derrotado pelo Pistons dos 'bad boys' 
Porter, Drexler, Williams e Kersey
O excelente quinteto (Porter, Drexler, Kersey, Williams e Duckworth) seguiu em alta e chegou na final da liga outra vez em 1992, mas era uma daquelas histórias de bons times/jogadores que nasceram em uma época errada, nesse caso especificamente, se tratava da era de Michael Jordan e do melhor time da história da NBA, o Bulls venceu a final por 4-2. Uma pena para aquele time do Portland, que merecia um título. Bom, o importante é que eles não serão esquecidos.
Depois de 1994, os Blazers viveram o início de um declínio, com seus jogadores tendo lesões e posteriormente sendo trocados, marcando o fim da era Drexler, Porter e Duckworth, além do técnico Rick Adelman, da sua arena, Memorial Coliseum (com a mudança para o Rose Garden), e do recorde de jogos consecutivos lotando a sua arena. 
Desde então o Trail Blazers adquiriu uma característica fundamental e que já atravessa anos sem quase mudar: Eles tem a capacidade de sempre fazer um time bom e competitivo, mesmo com poucas peças de destaque. O Portland se tornou uma figura carimbada nos playoffs, um time bastante regular durante as temporadas.
Na lista dos ótimos jogadores que passaram por lá desde 1999, estão Rasheed Wallace, Isaiah Rider, Damon Stoudamire, Scottie Pippen, Zach Randolph (que ganhou o prêmio de jogador que mais evoluiu de uma temporada para outra em 2004), Brandon Roy, LaMarcus Aldridge (provenientes do mesmo Draft, ajudaram a franquia a renascer depois de vários problemas internos), Wesley Matthews, Nicolas Batum etc. O time manteve o nível frequentando os playoffs várias vezes.
O excelente quinteto do Blazers que foi campeão de divisão em 2015
O auge do atual time foi com o Draft do armador Damian Lillard em 2012, o garoto é talento puro e formou uma excelente parceria com ótimos jogadores, Aldridge, Matthews e Batum, era um dos melhores times da liga, inclusive venceram juntos o título da divisão em 2015, O lance mais incrível e que marcou a carreira do jovem armador clutch do Portland foi a cesta da vitória faltando 0,9 segundos contra o Houston Rockets no jogo 6 da primeira rodada dos playoffs, classificando o Portland, o time não passava da primeira rodada desde 2000.
O lance inesquecível de Damian Lillard
Na atual temporada algo inesperado aconteceu: O quinteto titular do Portland sofreu um desmanche e o único que sobrou foi Damian Lillard. Muitas piadas foram feitas por conta disso e não se esperava muita coisa do time nesta temporada, porém com grandes atuações de Lillard e o surgimento de vários jovens talentos, como C.J. McCollum, Allen Crabbe, Al Farouq Aminu, Maurice Harkless e outros, os Blazers supreeenderam com um time raça, jovialidade, talento e força. O resultado foi a classificação antecipada aos playoffs e a garantia de que há um bom presente e futuro para a franquia.
O responsável pelo presente e futuro do Portland: Damian Lillard


Curiosidades do Portland Trail Blazers:
1. É o único time do estado de Oregon que participa das grandes ligas profissionais americanas
2. O nome da franquia seria Pioneers, mas um time de faculdade já utilizava esse nome, então o escolhido foi Trail Blazers, que é uma expressão com significado de "descobridores" e digamos que fica bem melhor que Pioneers, não é?
3. Durante 1977 e 1995, a torcida do Portland esgotou os ingressos de 817 jogos consecutivos, o então maior recorde de todas as 4 ligas profissionais americanas, foi ultrapassado posteriormente apenas pelo Boston Red Sox (MLB).
4.Clyde Drexler, Terry Porter e Geoff Petrie são os únicos jogadores que não participaram do título de 1977 a ter a camisa aposentada pelo Blazers.
5. O Blazers é o segundo time na história (depois do Celtics em 1969) a vencer uma final da NBA depois de perder os dois primeiros jogos da série.
6.  Na final de 1977, uma gigantesca briga entre jogadores, comissões técnicas e torcedores, mudou o rumo da final, inclusive, Maurice Lucas disse que aquilo mudou como os jogadores do Blazers se sentiam, os fez crescer. Resultado: Uma virada histórica¹
7. No Draft de 1964, o Portland selecionou Sam Bowie ao invés do futuro Deus do basquete, Michael Jordan!
8.Em 2004, o Portland Trail Blazers não foi aos playoffs, isso os impediu de igualar o recorde de temporadas consecutivas chegando à pós-temporada, estacionando nas 21.
9. No Draft de 2007 o erro se repetiu, o Portland tinha a primeira escolha geral e selecionou Greg Oden. O número 2 daquele ano era um jovem ala chamado Kevin Durant!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

LaMarcus Aldridge e os jogos importantes

Ontem, enquanto eu estava assistindo San Antonio Spurs contra o Golden State Warriors, os 2 melhores times da liga se enfrentando pela primeira vez na temporada, eu esperava um jogo duro e parelho, com o Spurs segurando o Warriors, mas não foi bem assim, na verdade foi totalmente ao contrário.
O Warriors foi Warriors no ataque e foi San Antonio Spurs na defesa, mais uma atuação impecável em jogos difíceis, provando mais uma vez aos descrentes nesse time da Califórnia, que o Golden State é pra valer. Entretanto esse não é o foco desse post, meu foco é justamente no San Antonio Spurs, mais especificamente em um jogador: LaMarcus Aldridge.
Já não é de hoje nesta temporada que o ala pivô do Spurs dá a famosa amarelada em jogos importantes,  não sei o que acontece com ele nesses jogos, mas ele fica perdido em quadra, dá chutes ruins, erra cestas fáceis. Vendo tudo isso, pensei imediatamente em fazer este post.

O San Antonio Spurs já enfrentou os 5 melhores atuais times desta temporada, fui atrás dos números do Aldridge nesses jogos. Tudo começou com o jogo de abertura da temporada, contra o Oklahoma City Thunder, Aldridge anotou apenas 11 pontos, chutando 4-12, um pobre 33,3% de aproveitamento, além de pegar 5 rebotes, o Thunder venceu a partida. "Ah mas era o seu primeiro jogo oficial pelo SAS" Ok, concordo, totalmente perdoável. Entretanto veio o Raptors e dos jogos difíceis, o menos complicado (na teoria) seria contra o Toronto Raptors. Aldridge anotou 13 pontos, com 40% de aproveitamento (4-10) e pegou 7 rebotes. Certo, certo, não é tão ruim, mas o Spurs foi derrotado novamente.
Janeiro chegou e trouxe o 2º maior teste para o Spurs, o Cleveland Cavaliers no dia 14. Aldridge teve uma atuação pra lá de pífia com míseros 6 pontos em também míseros 28,5% de aproveitamento (2-7) e pegou seus 8 rebotes, os Spurs venceram o jogo com dificuldade por apenas 4 pontos de diferença. Ontem foi a vez do maior teste, Golden State Warriors. Aldridge teve a sua pior atuação, fez CINCO pontos em 22% de aproveitamento (2-9) e pegou 3 rebotes, além da derrota desconcertante.
Na sua carreira, Aldridge tem 19 pontos e 8 rebotes de média, na atual temporada tem 15 pontos e 8 rebotes de média. Sua pontuação caiu, o que é normal, já que ele era bem mais acionado no Portland Trail Blazzers e no Spurs a bola é bem mais trabalhada, isso é fácil de entender, mas nos jogos difíceis com essa média baixíssima? O torcedor do Spurs deve cobrar sim, pois LMA é um grande jogador, já foi all star. E se o Spurs pretende ser campeão nessa temporada, vão precisar que Aldridge seja mais ativo em quadra, mais participativo e objetivo.